possibilidade

refletidos em brancura edificada
,há um sol que não esquenta
e um pássaro que
rapidamente
passa pela janela de uma
de tantas
de muitas outras casas
construídas sobre lares
incertos

pode não brilhar sobr’azedume
d’uma nectarina
(quase)
doce
qu’explode na boca
em milhões de sensações
.pode não brilhar
sobr’incorpórea
canção
,mas há luz ao longe
limpando cantos
,sofrendo por (supostos) amores
não correspondidos
e terapias intensivas

não brilha também
na noite
que destroça corpos
vomitados
pela dor do nascimento

brilh’entretanto nas palavras
de força
tão incorpórea quanto
a canção
ouvidas
sozinhas dialogadas pensadas
(bem raras)

brilho pode ser, portanto
,d’incorpóreas palavras
,existindo
sem ser visto
nem ouvido

(se o corpo d’um poema é
papel caneta tecla
,d’esperança pode ser o ser)

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