melodia

balançand’ao som do vento
refrescante, sob o sol
,folhas fitam luz de nuvens
entoando lá
bemol

.sempr’atadas a seus galhos
ansiando pel’outono
,se sacodem como podem
par’o som não deixar
mono

.querem mais sair dali
,novos movimentos ter
.querem mesmo resultado
na procura do
prazer

.contra fom’ou med’ou sede
.vem do tronco proteção
,mas a seguranç’é tédio
que suger’às folhas
chão

.caule folh’espinho seiva
terr’adubo água ar
são tão pouc’a quem deseja
plenamente se
soltar

.pacientes como são
,dançam sob a tempestade
.frágeis, sim, mas nunca fracas
,um’eterna
brevidade

.de cair é o momento
,sensação d’enfim ser livre
.no concreto vibram notas
par’aquele qu’ali
vive

.vento vem e vão no vento
,são enfeites, são sinais
,esqueceram o passado
,tud’o que ficou pra
trás

,mas o temp’e o trajeto
são cruéis com jovial
;arrancando bons pedaços
,trazem à canção
final

.viajando por calçadas
num varrer bem abatido
,folhas mudas amarelas
ficam sem dó
sustenido

.fragmentos junt’à lama
esquecida no inverno
em silênci’ao mundo berram
:liberdad’é som
interno

(…)

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